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Centro Braille - Centro de Difusão da Literatura Regional para Cegos
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Entre tantos problemas que enfrentam em suas rotinas, uma reivindicação dos cegos persiste no âmbito da região: a falta de obras conterrâneas editadas no alfabeto Braille (sistema de escrita para cegos). A falta de visão transforma-se numa barreira para o aprendizado sobre a história e a cultura regional, bem como impossibilita aos deficientes visuais a salutar leitura dos autores regionais.
Diante deste impasse, a Fundação Cultural de Blumenau (FCB), numa iniciativa inédita em se tratando de órgão público municipal, deu o primeiro passo no sentido de romper paradigmas, implantando sua própria gráfica com impressão em Braille, criando o Centro de Difusão da Literatura Regional para Cegos (Centro Braille). Este programa consiste num importante avanço dentro da perspectiva de inclusão social e da eliminação de obstáculos intelectuais para os cegos.
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A Fundação Cultural de Blumenau (FCB) já vem desenvolvendo atividades de formação, promoção e integração sócio-culturais com os portadores de necessidades especiais, reunidas num programa maior denominado “Arte Sem Barreiras” (Very Special Arts do Brasil) , com patrocínio do Ministério da Cultura/Funarte. Dentre esses portadores estão os cegos, que estão sendo contemplados com oficinas de tecelagem e tapeçaria.
Nesse envolvimento constatamos a dificuldade deles conhecerem a realidade local e regional, através da literatura
. O Centro Braille objetiva apoiar, estimular e difundir a produção literária e a leitura em Braille, mediante convênios com órgãos públicos, associações e entidades comunitárias, como a Acevali – Associação de Cegos do Vale do Itajaí, Secretaria Municipal de Educação/Educação Alternativa, Secretaria Municipal de Assistência Social e Fundação Hospitalar de Blumenau. |
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Patrícia de Souza,
deficiente cega,
declama poesia
escrita em Braille |
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Giovani Machado , deficiente cego,
é o coordenador da imprensa Braille |
Em funcionamento na Fundação Cultural de Blumenau desde 2002, o Centro Braille está equipado com uma das mais modernas impressoras em Braille, a Juliet - Pro60, que possui sintetizadores de voz, executa impressão frente e verso, podendo combinar textos e gráficos ao mesmo tempo. Está conectada a um PC com softwares especiais sonoros, que possibilitam a edição e formatação de textos, revisão ortográfica, acesso à Internet e outros programas utilitários.
Qualificado como “Oficina Cultural” de duração permanente, o Centro Braille possibilita, também, o acesso de pessoas cegas na execução de várias etapas deste programa, como impressores(as) e encadernadores(as). Desde a sua concepção, em meados de 2001, o projeto vem sendo amplamente discutido com os membros das entidades parceiras, que formaram um conselho de representantes para tratar das ações e dos títulos a serem publicados.
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